Discente:Camila de Toledo Piza Costa Machado

Título da tese: Horizontes moventes: a experiência da paisagem na poética de Virgílio de Lemos

Orientador(a): Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco

Ano da defesa: 2021

Páginas:131

Resumo:

A composição poética da obra de Virgílio de Lemos tece paisagens múltiplas em uma tensão interna e externa. Mais do que apenas alusão a espaços meramente geográficos, a sua configuração constrói horizontes moventes. Assim, os conceitos de infinito e finito se interpenetram por intermédio da linguagem poética. Consciente dessas características, o presente estudo pretende investigar como essa experiência paisagística se compõe na cosmovisão virgiliana em uma interação potente entre seu interior e o mundo exterior. Portanto, serão analisados temas importantes que fundamentam a aprendizagem da palavra. Através de um percurso calcado no “corpo interior do desejo”, nossa incursão crítica perpassa os espaços das ilhas, das cidades, do artista, das obras de arte, da concepção heteronímica, em um movimento de trânsito espiralar e vertiginoso. Para tanto, será trazida à baila a teoria de Michel Collot (2013), calcada na Fenomenologia da percepção (Merleau-Ponty, 1971, 1971b), para que os olhares empenhados na depreensão de sua obra sejam também formas de experiência de corpo. Por isso, estudar a obra desse poeta moçambicano é também ultrapassar noções limitadoras, uma vez que o seu desajustamento no mundo o faz ser voz múltipla, transgressora e cosmopolita. Os horizontes, então, se movem como um corpo inquieto em um processo de vitalidade, reconhecendo que a linguagem é meio e fim para interrogar e abraçar o mundo.

Palavras-chave: poesia moçambicana; Virgílio de Lemos; paisagens literárias.

Abstract:

The poetic composition of Virgílio de Lemos’ work weaves multiple landscapes in both an internal and external tension. More than just an allusion to purely geographical spaces, its configuration constructs moving horizons. Therefore, the concepts of infinite and finite are interpenetrated through the poetical language. Sapient of this characteristic, the present work intends to observe how this landscaped experience is composed in the Virgilian worldview in a powerful interaction between interior and exterior. Thus, it will be analysed the important themes that substantiate word learning. Through a path based on the “desire’s inner body”, our spiral incursion runs through the spaces of the islands, the cities, the artists, the works of art, the heteronymic conception, in a voracious transit movement. To this end, it will be brought up Michel Collot’s theory (2013), based on the Phenomenology of Perception (Merleau-Ponty, 1971, 1971b), in order that the eyes committed to the apprehension of his work are also means of body experience. For this reason, to study the work of the Mozambican writer is also to overcome limiting notions, since his maladjustment in the world makes him be a multiple, transgressive and cosmopolitan voice. The horizons, thereby, move like a restless body in a process of vitality, acknowledging that language is both means and end to embrace the world.

Keywords: Mozambican poetry; Virgílio de Lemos; literary landscapes.

Coordenação

Coordenadora: Profa. Dra. Maria Eugenia Lammoglia

Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Eliete Figueira Batista da Silveira 

Secretário: Renato Martins e Silva
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