Discente: Marco Antonio Fuly

Título da tese: Ethos na narrativa de José Luandino Vieira o lado de dentro de outro mundo

Orientador(a): Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva

Ano da defesa: 2021

Páginas: 146

Resumo:

Esta tese investiga o ethos na narrativa do escritor angolano José Luandino Vieira. O tema ganha densidade quando analisado a partir da relevância que a obra luandina confere à íntima relação do ser com o espaço que ocupa/transita e desse espaço com o ser. Tal simbiose, a considerar a dimensão do sensível legitimada na proposta literária do referido escritor, coloca em relevo a figura do ente angolano, morador de musseque, e que, na orientação da ideologia da administração colonial portuguesa em Angola, viu-se relegado à margem da condução social. Partindo do entendimento de que o ethos, no seu sentido primário, conforme Lima-Vaz (1993), está relacionado com o espaço que o homem habita e ali desenvolve seus hábitos e costumes, percebemos que o projeto literário de Luandino Vieira subverteu a lógica do sistema dominante e jogou luz no mundo do colonizado; valorizou o ser e o espaço. Por extensão, legitimou o musseque como espaço da resistência cultural e linguística naquele contexto de colonização dentro do país. Ou seja, um topônimo que se elevou como guardião da memória ancestral africana e que possibilitou a manifestação do jeito de ser, de viver, de falar, de sentir, de pensar e de agir do homem comum do povo angolano; o ser de exceção. Ademais, esse escritor, condenado a quatorze anos de prisão em regime fechado, devido ao seu engajamento na causa da independência angolana, fez daquele lugar o seu laboratório de escrita e revolucionou o modo de fazer e de entender a literatura angolana. O ethos da sua narrativa constitui-se, assim, em um mergulho profundo que a obra faz no lado de dentro de outro mundo... O mundo do musseque de Angola, esse que foi assentado nos valores da tradição cultural africana

Palavras-chave: ethos – ser – espaço – messeque – cultura

Abstract:

Esta tesis investiga el ethos en la narrativa del escritor angoleño José Luandino Vieira. Este tema gana densidad cuando se analiza desde la relevância que la obra luandina confiera a La relación íntima del ser con el espacio que ocupa/transita y de esse espacio con el ser. Tal simbiosis considerando la dimensión de lo sensible legitimada en la propuesta literária del referido escritor, resalta la figura del ser angoleño, que vive en musseque, y que, en la orientación de la ideologia de la administración colonial portuguesa en Angola, se vio dejado en la margen de la conducción social. A partir de la comprensión de que el ethos, en su sentido primario, según Lima-Vaz (1993), está relacionado con el espacio que el hombre habita y desarrolla allí sus hábitos y costumbres, nos damos cuenta de que el proyecto literario de Luandino Vieira subvertió la lógica del sistema dominante y arrojar luz sobre el mundo colonizado; valoro el ser y el espacio. Por extensión, legitimó el musseque como un espacio de resistencia cultural y linguística en ese contexto de colonización dentro del país. O sea, un topónimo que se ha erigido como guardián de la memoria ancestral africana y habilitó la manifestación de su forma de ser, vivir, hablar, sentir, pensar y actuar del hombre común del pueblo angoleño; el ser de excepción. Además, este escritor, condenado a catorce años de prisión en régimen cerrado, por su implicación en la causa de la independencia angoleña, hizo de ese lugar su laboratorio de escritura y revolucionó la forma de hacer y entender la literatura angoleña. El ethos de su narrativa constituye así una inmersión profunda que la obra realiza en el interior de otro mundo… El mundo del musseque de Angola, aquel que se basó en los valores de la tradición cultural africana.

Keywords: ethos– ser – espacio – musseque – cultura

Coordenação

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