Discente: Paula Spernau

Título da dissertação: A criança e a primeiridade das estórias rosianas

Orientador(a): Maria Lucia Guimarães de Faria

Ano da defesa: 2019

Páginas: 95

Resumo:

A criança e a primeiridade das estórias rosianas é uma proposta de se traçar caminhos para o projeto po-ético-existencial de Guimarães Rosa, fazendo emergir a criança como imagem seminal e propulsora. As estórias têm a primeiridade como característica fundadora e fundante. São criadoras de mundos e, em mesma medida, apontam para o ver o mundo como a primeira vez, são convite à vivência demoníacointuitiva da vida. Essa chave de leitura estende-se a toda a obra rosiana, em seu compromisso com a metamorfose do homem, sua transcendência e a ruptura contida na primeira vez. O trabalho aponta para “O espelho” e “A hora e vez de Augusto Matraga” como mitos fundadores rosianos, representantes do magistério da busca pela hora e vez, pela vez primeira, pela criança original. Dessa forma, segue-se a abordagem de estórias que fazem emergir as crianças rosianas, crianças originais em proposta de metamorfose. No entanto, para explicitarmos que rosianamente a infância é a origem da vida, não como marco cronológico e sim como princípio ontológico, e que, portanto, pode presidir ao início, ao meio e ao fim de uma existência, também velhos-meninos participam desse trabalho. A importância da criança no universo rosiano é ponto de início e culminância do presente estudo. As estórias são propostas de Coragem e Alegria como autoafirmação existencial do homem e suscitam a questão seminal: “Você chegou a existir?” (ROSA, 1988: 72).

Palavras-chave: Guimarães Rosa, Literatura brasileira, primeiridade, criança, estória, coragem, alegria

Abstract

A criança e a primeiridade das estórias rosianas (The child and the firstness of Guimarães Rosa’s stories) proposes to trace Rosa’s poetic-existential project promoting the emergence of the child as a seminal and propulsive image. These stories have firstness as a founding characteristic. They are creators of worlds and, to the same extent, they propose to see the world as for the first time, they are an invitation to the demonicintuitive experience of life. This key of reading is extended to all the works of this author. It reflects the commitment of the work to the metamorphosis of man, his transcendence and the rupture contained in the first time. The stories “O espelho” (“The mirror”) and “A hora e vez de Augusto Matraga” (“Augusto Matraga’s turn and time”) are interpreted as Rosian founding myths. They are representatives of the magisterium of the search for the “turn and time”, for the “first time”, for the finding of the original child. We chose to interpret stories in which children are the protagonists, original children who propose the metamorphosis of man. However, in order to make explicit that childhood is a source of life, not as a chronological framework but as an ontological principle, and therefore, can preside at the beginning, middle and end of an existence, we brought some of Rosa’s old men – elderly boys they are – to participate in our work too. The importance of the child in Guimarães Rosa’s world is the starting point and the culmination of the present study. All stories propose Courage and Joy as the existential self-affirmation of man, culminating in the seminal question: “Did you begin to exist?” (ROSA, 1988: 72).

Keywords: Guimarães Rosa, Brazilian Literature, firstness, child, story, courage, joy.

Coordenação

Coordenadora: Profa. Dra. Maria Eugenia Lammoglia

Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Eliete Figueira Batista da Silveira 

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