Discente: Sue Helen da Silva Vieira

Título da tese: As armadilhas de Penélope na poesia de Ana Martins Marques

Orientador(a): Anélia Montechiari Pietrani.

Ano da defesa: 2020

Páginas: 168

Resumo:

A imagem da tecelã Penélope é recorrente na grande tela literária tecida por Ana Martins Marques. Nesta tese, averiguamos que os artifícios de Penélope, metáfora da criação e do pensamento, aparecem costurados na poesia marquesiana através dos fios do amor, da casa, da memória e da linguagem compondo uma grande rede poética. A fim de melhor explorar a trama textual resultante dessa interação, o presente estudo partiu da leitura crítico-interpretativa dos poemas, constantes nos livros A vida submarina, Da arte das armadilhas, O livro das semelhanças, Duas janelas e Como se fosse a casa: uma correspondência, nos quais são possíveis apreciar tal composição. Para isso, as reflexões de Erich Fromm, Jean-Luc Nancy e Octávio Paz sobre o amor; bem como as de Gaston Bachelard, Elodia Xavier e Michel Collot sobre a casa; acrescidas pelas de Paul Riccoeur e Jeanne Marie Gagnebin sobre a memória; e finalmente, as de Hannah Arendt, Samira Chalhub e Tiphaine Samoyault sobre a linguagem foram imprescindíveis para perceber algumas particularidades na tessitura produzida pela poeta. De modo geral, foi possível concluir que a póiesis de Ana Martins Marques constrói a sua própria Penélope e através dela ressemantiza os diferentes fios registrados em sua escrita para o leitor.

Palavras-chave: Ana Martins Marques, Penélope, amor, casa, memória, metapoesia.

Abstract:

The picture of weaver Penelope is recurring in the big literary web spun by Ana Martins Marques. In this thesis, we investigate that Penelope's artifices, creation and thought metaphor, are tailored in the marquesiana poetry through love, home, memory and language threads, composing a huge poetic net. In order to better explore the textual plot resulting from this interaction, the present study started from the critical-interpretative reading of the poems, recorded in the books A vida submarina, Da arte das armadilhas, O livro das semelhanças, Duas janelas and Como se fosse a casa: uma correspondência, in which is possible to appreciate such composition. Thereunto, the reflections of Erich Fromm, Jean-Luc Nancy and Octávio Paz about love, as well as of Gaston Bachelard, Elódia Xavier and Michel Collot about home, added by the ones of Paul Riccoeur and Jeanne Marie Gagnebin about memory and, finally, the ones of Hannah Arendt, Sandra Chalhub and Tiphaine Samoyault about language were indispensable to realize some particularities in the tessitura produced by the poet. On the whole, it was possible to conclude that the poiesis of Ana Martins Marques builds her own Penelope and, through her, re-signify the different threads registered in the poet's writing to the reader.

Keywords: Ana Martins Marques, Penélope, love, home, memory, metapoetry.

Coordenação

Coordenadora: Profa. Dra. Maria Eugenia Lammoglia

Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Eliete Figueira Batista da Silveira 

Secretário: Renato Martins e Silva
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