Discente: Laís Moreira Nogueira

Título da tese: Sobre o Amor - Variação metafórica de expressões de sentimento em português brasileiro e português europeu

Orientador(a): Maria Lúcia Leitão de Almeida

Co-orientador(a): Diogo Oliveira R. Pinheiro

Ano da defesa: 2019

Páginas: 165

Resumo:

A metáfora, conforme evidenciam os termos gregos metha (que quer dizer “mudança”) e phòra (que significa “levar” ou “conduzir”), estava relacionada, desde sua etimologia, a ideia de movimento e transferência. A primeira definição do termo foi dada por Aristóteles e, nessa época, seu estudo esteve mais ligado à retórica e à literatura. A partir dos estudos de Lakoff & Johnson, a metáfora ganha um novo status nas pesquisas linguísticas. Afinal, após a publicação de “Metaphors we live by” (1980), a metáfora deixa de ser vista como um elemento ornamental pertencente à linguagem e passa a ser entendida como um processo cognitivo fundamental, além de fazer parte da comunicação cotidiana. Dessa forma, a metáfora torna-se objeto de interesse das ciências humanas e surgem diversos estudos sobre o tema. A partir dessa abertura, surgem estudos como o de Kövecses (2005), que têm seu foco na variação metafórica e metonímica que ocorre entre as línguas. O autor, em seu livro “Metaphor in culture” (2005) destaca detalhes na instanciação de metáforas que antes eram consideradas universais, apresentando, assim, pouca ou nenhuma diferença de uma língua para outra. Meu trabalho está inserido nessa gama de investigação, pois o intuito é comparar expressões do português brasileiro (PB) e do português europeu (PE) em busca dos detalhes da conceptualização de um sentimento universal: o AMOR. Assim, o estudo encontra-se inserido na gama de pesquisas que envolvem a variação metafórica. Ao escolher como objeto de estudo expressões e metáforas usuais que envolvem um sentimento, comparando a conceptualização desse sentimento em duas diferentes variantes, busco focalizar aspectos culturais, partindo, porém, dos aspectos universais.

Resumé:

The metaphor, as evidenced by the Greek terms metha (which means "change") and phòra (meaning "to lead" or "to lead"), was related from its etymology to the idea of movement and transference. Aristotle gave the first definition of the term, and at that time his study was more linked to rhetoric and literature. From the studies of Lakoff & Johnson, the metaphor gains a new status in linguistic research. After the publication of "Metaphors we live by" (1980), the metaphor is no longer seen as an ornamental element belonging to language and is understood as a fundamental cognitive process, as well as being part of everyday communication. In this way, the metaphor becomes an object of interest of the human sciences and several studies on the subject appear. From this perspective, studies such as that of Kövecses (2005) emerge, which focuses on the metaphorical and metonymic variation that occurs among languages. The author, in his book "Metaphor in culture" (2005) emphasizes details in the instantiation of metaphors that previously were considered universal, presenting, thus, little or no difference from one language to another. My work is inserted in this field of research. The intention is to compare expressions of Brazilian Portuguese (PB) and European Portuguese (PE) in search of the details of the conceptualization of a universal feeling: LOVE. Thus, the study seeks to understand culturally-based metaphorical variations. By choosing as the object of analysis both the habitual expressions and metaphors that involve the expression of a sentiment, and comparing conceptualizations of this feeling in two different variants, my goal is to focus on cultural aspects rooted in universal invariants.

Coordenação

Coordenadora: Profa. Dra. Maria Eugenia Lammoglia

Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Eliete Figueira Batista da Silveira 

Secretário: Renato Martins e Silva
posvernaculas@letras.ufrj.br

Atendimento

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