Discente: Idmar Boaventura Moreira

Título da tese: Cecília Meireles e a imagem dialética: uma poética do mínimo

Orientador(a): Anélia Montechiari Pietrani

Ano da defesa: 2018

Páginas: 156

Resumo:

Há, na poesia de Cecília Meireles, o que, usando a terminologia de Gaston Bachelard, podemos chamar de “tempo vertical”: uma temporalidade poética em que presente, passado e futuro se amalgamam em um único instante; esse tempo vertical se aproxima, em muitos aspectos, do conceito de imagem construído por Didi-Huberman, a partir da dialética de Walter Benjamin; tal conceito se mostra produtivo, ainda, na problematização da história da arte (no nosso caso, da historiografia literária) e da tensão entre aspectos antagônicos do que convencionamos chamar de “modernidade”. A tese que apresentamos é a de que, na poesia ceciliana, essa tensão se manifesta a partir de uma poética do mínimo, na qual elementos do mundo natural ou mesmo certos aspectos da cultura, desvalorizados ou esquecidos no mundo moderno (que retira deles seu valor aurático), ganham destaque. Assim, seja por meio de uma formiga, da asa de uma borboleta, de uma gota ou do instante (que é, também, uma manifestação do mínimo), Cecília Meireles constrói um modo de olhar e ler criticamente o mundo moderno.

Palavras-chave: Cecília Meireles, instante, imagem dialética, modernidade, poética do mínimo.

Resumen:

En la poesía de Cecília Meireles existe, lo que, por intermedio de la terminología de Gaston Bachelard, es posible nombrar de “tiempo vertical”: una temporalidad poética en la cual el presente, el pasado y el futuro se azogan de manera estrictamente coordinada, en un tiempo específico. Ese tiempo vertical se acerca, en muchos aspectos, del concepto de imagen construido por Didi-Huberman, partiendo de la dialéctica de Walter Benjamin y de la fenomenología de Merleau-Ponty. Tal concepto, a la vez, se nos enseña todavía en la problematización de la historia del arte (en nuestro caso, en la historiografía literaria) y de la tensión entre aspectos antagónicos de lo que usualmente llamamos de “modernidad”. La tesis que presentamos es la de que, en la poesía de Cecília Meireles, esa tensión surge manifiesta a partir de una poética de lo mínimo, en la cual elementos del mundo natural o mismo ciertos aspectos de la cultura, desvalorados u olvidados en el mundo moderno (que saca de ellos su valor “aurático”), ganan destaque. Así, sea por medio de una hormiga, de la ala de una mariposa, de una gota o de un instante (que es, también, una manifestación de lo mínimo), Cecília Meireles construye una manera de mirar y leer críticamente el mundo moderno.

Key-words: Cecília Meireles, instante, imagen dialéctica, modernidad, poética de lo mínimo.

Coordenação

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