Discente: Haroldo do Carmo Oliveira

Título da dissertação: A potência literária dos contrastes e confrontos nos sertões euclidianos

Orientador(a): Anélia Montechiari Pietrani

Ano da defesa: 2018

Páginas: 103

Resumo:

Euclides da Cunha, em Os sertões, de 1902, compôs uma obra-prima que possibilita inúmeros estudos literários, e a potência dos contrastes e confrontos nesses sertões euclidianos é um deles. Quando descreve as terras sertanejas e suas antagônicas concepções geológicas, climáticas e de vegetação, Euclides está reinterpretando cenários, considerando o abstrato dessas formas. De modo semelhante, quando constata que o homem sertanejo, mestiço por natureza, inquieto e forte, cuja formação e caráter parecem talhados para experimentar adversidades, o escritor parece querer apontar o viés diverso e paradoxal da formação humana. E ainda, quando insiste em mostrar os descuidos das preparadas tropas do exército, assim como a ousadia e as estratégias de sucesso dos sertanejos inexperientes, ele cria uma proposição textual que destaca os desconcertos e denuncia a barbárie da luta em Canudos. Nesse “sertão evitado” pelas duras imagens, propenso a um “clima caluniado” e com um mestiço forte, “cerne da nacionalidade”, as figuras antagônicas e contrastantes se acentuam, fortalecendo a incompreensão pela racionalidade. Na verdade, as entrelinhas do primoroso texto de Euclides convidam para um mergulho impreciso, mas empolgante, pelo universo das ambivalências, das ironias e do arcabouço da incompletude, que nos permite adentrar bifurcações incessantes na tentativa de descortinar o imaginário humano que não se esgota pela simples expressividade das letras.

Palavras-chave: Euclides da Cunha; Contrastes; Ironia; Os sertões.

Abstract:

Euclides da Cunha, in Os sertões, published in 1902, composed a masterpiece that enables numerous literary studies. The power of contrasts and confrontations in these Euclidean backlands is one of them. While he describes the backlands and their antagonistic geological, climatic and vegetation conceptions, Euclides is reinterpreting scenarios, considering the abstract of these forms. Likewise, when he finds the restless and strong sertanejo man, a mestizo by nature, whose formation and character seem to be cut to experience adversities, the writer seems to point out the whole diverse and paradoxical bias of human formation. And while he insists on showing the carelessness of the prepared army troops, as well as the boldness and strategies of success of the inexperienced sertanejos, he creates a textual proposition that highlights the bewilderments, and denounces the barbarism of the struggle in Canudos. In this “avoided sertão”, by hard images, prone to a “slandered climate” and a strong mestizo heritage, “center of nationality”, the antagonistic and contrasting figures are accentuated, enhancing the incomprehension by rationality. In fact, the lines in the text by Euclides invite an imprecise but exciting plunge into the universe of ambivalence, ironies and every framework of incompleteness that allows us to enter incessant bifurcations in the attempt to unveil the human imagination that does not end by the simple expressiveness of the letters.

Keywords: Euclides da Cunha; Contrasts; Irony; Os sertões.

Discente: Haroldo do Carmo Oliveira

Título da dissertação: A potência literária dos contrastes e confrontos nos sertões euclidianos

Orientador(a): Anélia Montechiari Pietrani

Ano da defesa: 2018

Páginas: 103

Resumo:

Euclides da Cunha, em Os sertões, de 1902, compôs uma obra-prima que possibilita inúmeros estudos literários, e a potência dos contrastes e confrontos nesses sertões euclidianos é um deles. Quando descreve as terras sertanejas e suas antagônicas concepções geológicas, climáticas e de vegetação, Euclides está reinterpretando cenários, considerando o abstrato dessas formas. De modo semelhante, quando constata que o homem sertanejo, mestiço por natureza, inquieto e forte, cuja formação e caráter parecem talhados para experimentar adversidades, o escritor parece querer apontar o viés diverso e paradoxal da formação humana. E ainda, quando insiste em mostrar os descuidos das preparadas tropas do exército, assim como a ousadia e as estratégias de sucesso dos sertanejos inexperientes, ele cria uma proposição textual que destaca os desconcertos e denuncia a barbárie da luta em Canudos. Nesse “sertão evitado” pelas duras imagens, propenso a um “clima caluniado” e com um mestiço forte, “cerne da nacionalidade”, as figuras antagônicas e contrastantes se acentuam, fortalecendo a incompreensão pela racionalidade. Na verdade, as entrelinhas do primoroso texto de Euclides convidam para um mergulho impreciso, mas empolgante, pelo universo das ambivalências, das ironias e do arcabouço da incompletude, que nos permite adentrar bifurcações incessantes na tentativa de descortinar o imaginário humano que não se esgota pela simples expressividade das letras.

Palavras-chave: Euclides da Cunha; Contrastes; Ironia; Os sertões.

Abstract:

Euclides da Cunha, in Os sertões, published in 1902, composed a masterpiece that enables numerous literary studies. The power of contrasts and confrontations in these Euclidean backlands is one of them. While he describes the backlands and their antagonistic geological, climatic and vegetation conceptions, Euclides is reinterpreting scenarios, considering the abstract of these forms. Likewise, when he finds the restless and strong sertanejo man, a mestizo by nature, whose formation and character seem to be cut to experience adversities, the writer seems to point out the whole diverse and paradoxical bias of human formation. And while he insists on showing the carelessness of the prepared army troops, as well as the boldness and strategies of success of the inexperienced sertanejos, he creates a textual proposition that highlights the bewilderments, and denounces the barbarism of the struggle in Canudos. In this “avoided sertão”, by hard images, prone to a “slandered climate” and a strong mestizo heritage, “center of nationality”, the antagonistic and contrasting figures are accentuated, enhancing the incomprehension by rationality. In fact, the lines in the text by Euclides invite an imprecise but exciting plunge into the universe of ambivalence, ironies and every framework of incompleteness that allows us to enter incessant bifurcations in the attempt to unveil the human imagination that does not end by the simple expressiveness of the letters.

Keywords: Euclides da Cunha; Contrasts; Irony; Os sertões.

Discente: Haroldo do Carmo Oliveira

Título da dissertação: A potência literária dos contrastes e confrontos nos sertões euclidianos

Orientador(a): Anélia Montechiari Pietrani

Ano da defesa: 2018

Páginas: 103

Resumo:

Euclides da Cunha, em Os sertões, de 1902, compôs uma obra-prima que possibilita inúmeros estudos literários, e a potência dos contrastes e confrontos nesses sertões euclidianos é um deles. Quando descreve as terras sertanejas e suas antagônicas concepções geológicas, climáticas e de vegetação, Euclides está reinterpretando cenários, considerando o abstrato dessas formas. De modo semelhante, quando constata que o homem sertanejo, mestiço por natureza, inquieto e forte, cuja formação e caráter parecem talhados para experimentar adversidades, o escritor parece querer apontar o viés diverso e paradoxal da formação humana. E ainda, quando insiste em mostrar os descuidos das preparadas tropas do exército, assim como a ousadia e as estratégias de sucesso dos sertanejos inexperientes, ele cria uma proposição textual que destaca os desconcertos e denuncia a barbárie da luta em Canudos. Nesse “sertão evitado” pelas duras imagens, propenso a um “clima caluniado” e com um mestiço forte, “cerne da nacionalidade”, as figuras antagônicas e contrastantes se acentuam, fortalecendo a incompreensão pela racionalidade. Na verdade, as entrelinhas do primoroso texto de Euclides convidam para um mergulho impreciso, mas empolgante, pelo universo das ambivalências, das ironias e do arcabouço da incompletude, que nos permite adentrar bifurcações incessantes na tentativa de descortinar o imaginário humano que não se esgota pela simples expressividade das letras.

Palavras-chave: Euclides da Cunha; Contrastes; Ironia; Os sertões.

Abstract:

Euclides da Cunha, in Os sertões, published in 1902, composed a masterpiece that enables numerous literary studies. The power of contrasts and confrontations in these Euclidean backlands is one of them. While he describes the backlands and their antagonistic geological, climatic and vegetation conceptions, Euclides is reinterpreting scenarios, considering the abstract of these forms. Likewise, when he finds the restless and strong sertanejo man, a mestizo by nature, whose formation and character seem to be cut to experience adversities, the writer seems to point out the whole diverse and paradoxical bias of human formation. And while he insists on showing the carelessness of the prepared army troops, as well as the boldness and strategies of success of the inexperienced sertanejos, he creates a textual proposition that highlights the bewilderments, and denounces the barbarism of the struggle in Canudos. In this “avoided sertão”, by hard images, prone to a “slandered climate” and a strong mestizo heritage, “center of nationality”, the antagonistic and contrasting figures are accentuated, enhancing the incomprehension by rationality. In fact, the lines in the text by Euclides invite an imprecise but exciting plunge into the universe of ambivalence, ironies and every framework of incompleteness that allows us to enter incessant bifurcations in the attempt to unveil the human imagination that does not end by the simple expressiveness of the letters.

Keywords: Euclides da Cunha; Contrasts; Irony; Os sertões.

Projetos, Núcleos e Laboratórios (es)

Coordenação (es)

Coordenador: Prof. Dr. Adauri Bastos

Vice-coordenadora: Profa. Dra. Maria Eugenia Lammoglia 

Secretário: Renato Martins e Silva
posvernaculas@letras.ufrj.br

Atendimento (es)

Além de atender por e-mail, a Secretaria do PPGLEV oferece atendimento telefônico e presencial de segunda a quinta-feira, das 13h às 17h, na sala F-319.

Endereço (es)

Programa de Pós-Graduação em Letras  (Letras Vernáculas)
Faculdade de Letras da UFRJ
Av. Horácio de Macedo, 2151
Sala F-319
Cidade Universitária — CEP 21941-917
Rio de Janeiro — RJ